terça-feira, 24 de junho de 2008

Amiga (Do lat. amíca-, «id.») mulher que tem com alguém uma relação de amizade

Ainda me lembro do dia em que, há pouco menos de 14 anos atrás, me “baldei” a uma aula para ir ao café com ela. Eu, a Jo e outra colega que, se não me falha a memória, se chamava Fernanda. Lá fomos. Desde aí tornou-se um hábito, sempre que tinhamos um furo, ou uma hora de almoço prolongada (sim porque não éramos meninas para faltar desmesuradamente, foi uma situação esporádica), lá íamos nós, ao Boca Doce adoçar a boca com um gelado, bolo, café... ou apenas com dois dedos de conversa. Umas vezes ía com a Fernada, outras com a Maria, outras com não sei quem. Mas um elemento era constante: a Jo!
Colegas de turma e de carteira, fomo-nos conhecendo e foi surgindo uma amizade. Talvez por estarmos as duas um pouco “deslocadas” por virmos de escolas diferentes, logo nos apoiamos uma na outra.
Os dias íam passando e aquilo que era uma amizade de escola foi-se tornando numa amizade que ultrapassava as vedações, salvo erro, verdes da Leal da Câmara.
Até que um dia se fez um click na minha cabeça e percebi que a Jo não era uma amiga mas sim A AMIGA!
Numa simples troca de palavras quando eu lhe contava um dos meus problemas da adolescência e sem dizer mais do que um “Joana preciso de falar contigo” percebi que afinal não precisava nada porque ela, sem eu sequer mencionar o assunto, já sabia o que se passava... E não... não tinham passado anos de convivência mas apenas alguns meses. 2 ou 3 não sei. Mas foram tantos ou tão poucos que chegaram para esta AMIGA perceber, ler, ver tudo o que se passava na minha cabeça.
Os meses foram passando, chegaram as férias de verão e com elas a mudança de escola. Foram-se os colegas antigos, chegaram os novos. E a Jo ficou.
Veio a faculdade: novas aventuras, festas, stresses, bebedeiras, chatices, momentos de alegria, euforia, tristeza, depressão... e a Jo estava lá!
Veio o difícil mundo do trabalho, nova casa, novo emprego, novos colegas, novos amigos, nova terra, a distância... e adivinhem que continua a cá estar?
Pois é: esta menina merece realmente que eu escreva este texto, sem muita inspiração e tempo, é verdade! Mas ela merece. E esteja bom, mau ou mais ou menos é o que sinto e nem preciso de lhe dizer... porque ela sabe. Nós pensamos alto uma com a outra como costumamos dizer. E não tenho receio disso porque ela pode “ouvir” tudo o que eu pensar porque serão sempre coisas positivas e construtivas. Ela faz o mesmo comigo.
Por isso minha amiga: que este teu 30º aniversário te traga tudo o que desejas. Que seja um ano de mudança em todos os sentidos (tu sabes o que eu quero dizer).
Peço-te só para continuares a ser o que és: uma tímida mas atrevida moça que sem stress e sem levantar ondas lá vai fazendo os seus estragos, e que nunca deixes de estar aqui... comigo... esteja eu em Marrocos, Zimbabwe ou Swazilândia (mais do que isso não desço porque é muito frio ;-))

Um grande beijinho de parabéns (atrasados aqui)!!!
Ah... continua a pensar alto que eu gosto!!!

3 comentários:

Spirit disse...

Muitos parabéns, mais uma vez ;), à Joana!

Atrevo-me a dizer que esta homenagem foi MAIS QUE MERECIDA :)

disse...

:)

disse...

Bem tinha ficado sem palavras mas....obrigada amiga!!!
Fiquei emocionada...já passou tanto tempo, realmente!!!
Bons tempos aqueles de escola...é bom recordar.

Obrigada pela força...espero mesmo q seja este o ano da mudança...e bem sei a que te referes... ;)

Prometo continuar a fazer estragos sem levantar ondas!!!

obrigada por tudo...
...e uma grande bezoca